Friday, May 23

Afazeres

Estou assustada em relacao ao passer dos dias esse ano. Toda semana parece quinta-feira e ja ja estaremos no meio de 2008. A impressao que da e’ que nao fizemos nada ate agora e que o ano novo apenas comecou. Como diz uma das meninas que trabalha comigo, ‘se me dissessem que e’ fevereiro eu acreditaria’.

Por outro lado, fiz tantas coisas que perdi a conta. Fiquei indecisa e saudosa mais vezes do que o que consideraria normal. De janeiro para ca, fiz muito, mas tenho a impressao contraria. Mudei de ideias diversas vez. Fiz e refiz. Pensei, decidi, depois achei melhor continuar como estava. Pesquisei passagens de ultima hora para visitar amigos e familia no Brasil e olha, quase comprei! Mas como ja vamos em dezembro para ficar um mes, decidi me aquietar [com a ajuda da mammys].

Desde minha ultima postagem no blog, varias coisas aconteceram e nao tenho do que reclamar. Voltei a trabalhar no Donnybrook Fair aos domingos e feriados; publiquei materia no Sunday Independent; conheci a Marian Keyes e terminei de ler o novo livro dela dia desses [o melhor ate agroa!].

Tambem fizemos a mudanca na agencia; decidimos que iremos viajar para comemorar nossos quatro anos [destino incerto por enquanto]; comprei ingressos para os shows do Lenny Kravits [com participacao da Alanis Morissette – vou por ela, logicamente] e KT Tunstall.

Planejo logo comprar tickets pro Riverdance, que inicia a turne em agosto. Descobri que a Alanis e o John Mayer vao tocar em Birmingham em junho, mas nao sei se conseguirei ir. Comecei a frequentar aulas de espanhol uma vez por semana e a de frances nao rolou por falta de alunos.

Comprei o DVD Live in London e CD Live in NY da Corinne Bailey Rae – dica da Aninha – por menos de quatro euros, ja com postagem. Planejo voltar a fazer yoga ao menos uma vez por semana logo logo. Tenho lido relativamente bem e estou com sorte. Tres livros bons no ultimo mes. Um, “This Charming Man”, o novo da Marian Keyes. O segundo, “The Private Lives of Pippa Lee” – Rebecca Miller. E o ultimo, “Slam”, do Nick Hornby.

Volto um outro dia com mais novidades. Bateu preguica de registrar o restante das ideias.
Boa sexta.

Just Ducks

Pra quem pensa em comecar uma colecao e nao tem ideias do que colecionar...

Monday, May 12

Sunday Independent


Nao ia muito com a lata dela no inicio, quando frequentavamos a mesma turma de ingles. Ambas jornalistas. Brasileiras. Cheias de coragem e sem medo de dar o rosto a tapa. Parece que, mesmo sem saber, a competicao toma forma. Ela e' de Minas, mas morava em Brasilia antes de vir para Dublin. Chegou pouco antes de mim e aqui permanece ate hoje. Trabalhava uma epoca num restaurante e, foi devido ao trabalho de garconete, que o editor do jornal Sunday Independent percebeu que uma foto dela na capa seria uma boa pedida.

O jornal, apesar de ser um dos mais vendidos na Irlanda, tem a terrivel mania de publicar foto de alguem na capa de toda edicao. Na maioria das vezes, fotos de mulheres de presenca. Nada implicito, nada sexual, nada faltando - le-se 'nenhuma peca de roupa faltando'. Publicam pelo simples fato de trazer um colorido a capa. "Gostamos de fotos, muitas fotos", o editor disse para mim certa vez pelo telefone.

Maria Carolina, decidida como ela so', aproveitou a oportunidade para infiltrar-se na redacao aos sabados e tentar algumas publicacoes vez ou outra. Um dia me liga no celular, perguntando se eu tenho interesse em fazer o mesmo. O editor me ligaria, provavelmente pediria permissao para que uma foto minha fosse publicada na capa de uma edicao futura, e poderia abrir uma "frestinha" (palavras da Carol) para que eu tivesse minhas proprias materias publicadas caso fossem interessantes.

Tirei a foto na varanda da redacao, num dia frio e com vento que nao parava um instante. Me deram um vestido que achei que ficaria grande, mas que curiosamente me caiu muito bem, obrigada. Obviamente precisei devolve-lo. Ajudei o fotografo Tony Gavin a escolher as melhores e fui entao conversar com o editor, Aengus Fanning, em relacao a um possivel trabalho freelance. Recebi um okay de uma pessoa extremamente engracada e empolgada. Certamente com muitos anos de experiencia em jornalismo e muitas historias pra contar.

Esperei o domingo seguinte, ansiosa pela foto. Nada. Provavelmente chegaram a conclusao de que uma foto do ex-primeiro ministro com os netinhos gemeos venderia mais jornais. Nada nas proximas tres edicoes, ate que soube da historia sobre a qual escrevi. Falei com a fonte, encontrei outra fonte, conversei com agencias de empregos, escrevi a materia, mandei uma mensagem de texto dizendo que tinha um material interessante. O editor leu, gostou, publicou. A materia saiu na edicao do ultimo domingo do Sunday Independent (11/05/2008). Minha foto, na capa. Outra pra rechear a materia, ja que nenhuma das meninas entrevistadas concordou em ter uma foto no jornal devido ao tipo de confissao que haviam feito.

Sunday Independent

Domingo, 11 de maio de 2008, pagina 14.
Capa [pdf]
Materia.

Friday, March 14

The Long Way Around

Incrivel como essa musica descreve muito da minha vida no momento.
"The Long Way Around"

My friends from high school
Married their high school boyfriends

Moved into houses in the same ZIP codes
Where their parents live


But I, I could never follow
No I, I could never follow

I hit the highway in a pink RV with stars on the ceiling
Lived like a gypsy
Six strong hands on the steering wheel

I've been a long time gone now
Maybe someday, someday I'm gonna settle down
But I've always found my way somehow


By taking the long way
Taking the long way around
Taking the long way
Taking the long way around

I met the queen of whatever
Drank with the Irish and smoked with the hippies
Moved with the shakers
Wouldn't kiss all the asses that they told me to

No I, I could never follow
No I, I could never follow
It's been two long years now
Since the top of the world came crashing down
And I'm getting' it back on the road now

But I'm taking the long way
Taking the long way around
I'm taking the long way
Taking the long way around
The long
The long way around

Well, I fought with a stranger and I met myself
I opened my mouth and I heard myself
It can get pretty lonely when you show yourself
Guess I could have made it easier on myself

But I, I could never follow
No I, I could never follow

Well, I never seem to do it like anybody else
Maybe someday, someday I'm gonna settle down
If you ever want to find me I can still be found


Taking the long way
Taking the long way around
Taking the long way
Taking the long way around

Thursday, March 13

Ireland Network Statistics

De acordo com estatisticas do Facebook, seguem dados interessantes sobre os irlandeses e moradores da Irlanda, membros ativos do site:

Ireland Network Statistics
Top Music
1 Snow Patrol
2 U2
3 The Killers
4 Radiohead
5 Oasis
6 Muse
7 Damien Rice
8 The Kooks
9 Razorlight
10 Jack Johnson

Top Movies
1 Pulp Fiction
2 Anchorman
3 Shawshank Redemption
4 The Notebook
5 Zoolander
6 Fight Club
7 The Departed
8 Dirty Dancing
9 Scarface
10 Gladiator

Top Interests
1 Music
2 Reading
3 Travelling
4 Travel
5 Rugby
6 Drinking
7 Movies
8 Sleeping
9 Photography
10 Dancing

Top TV
1 Lost
2 Scrubs
3 Family Guy
4 Friends
5 Desperate Housewives
6 Simpsons
7 Prison Break
8 South Park
9 Csi

Top Books
1 Harry Potter
2 Wuthering Heights
3 Lord Of The Rings
4 1984
5 Catcher In The Rye
6 Angels And Demons
7 Pride And Prejudice
8 Catch 22

Monday, March 3

A maratona pra ver Chicago

Saimos de Dublin no sabado a tarde, logo apos um almoco gostoso, num restaurante onde nunca haviamos ido e a espera incessante pelo 16A que no fim nao apareceu e nos fez pegar um taxi. Aeroporto lotado, mas nosso check-in praticamente sem filas. O fato me deixou de bom-humor pelas proximas horas e olha que a combinacao de bom-humor - Jana - e aeroportos raramente acontece.

Nosso voo Ryan Air Dublin - London Gatwick atrasou uma hora pra sair e quando chegamos la ainda tinhamos que ir do aeroporto pro centro. Pegamos um trem (Gatwick Express, 9.50 pounds cada um return, 40 minutos de percurso). Assim que saimos da estacao, percebemos que pegamos o errado e descemos na parada seguinte pra esperar pelo certo. Ainda bem que tinha uma Bridget Jones sentada perto da gente que foi muito querida e nos ajudou.

Conseguimos pegar o trem que ia pra London Victoria e, chegando la, tivemos que pegar os seguintes metros super-lotados: linha Victoria ate Green Park; Green Park ate Russel Square. Nosso hotel foi uma puta enganacao, com fotos maravilhosas no site e realidade bemmm diferente. Menos mal que, ao chegarmos la, tivemos tempo apesas para largar as coisas, trocar uma ou outra peca de roupa e sair rapidamente em direcao ao Cambridge Theatre. Na correria, portanto, ainda tivemos tempo o suficiente para notar o cabelo oleoso e casparudo da recepcionista, assim como o fedor do quarto que deveria estar fechado ha uns bons meses.

Chegamos meio em cima da hora, entao logo ja estavamos sentados pra esperar o musical comecar e eu AMEI. Eh diferente do filme, ate porque o musical esta ha dez anos em cartaz. Eh um diferente bom, com direito a banda ao vivo, atores britanicos fingindo sotaque americano e por volta de seis musicas adicionais, que o filme nao mostra. A lojinha de souvenirs dentro do proprio teatro me deixou maluca com suas canecas, camisetas, chaveiros, CDs e DVDs. Nossos assentos eram perfeitos e agradeco a ausencia de cabecudos na minha frente. No intervalo, um sorvete de chocolate caiu bem e, antes de voltarmos ao hotel, paramos num pub arabe, com direito a danca do ventre e garconetes com uns balangandas irritantes e barulhentos como parte do uniforme.

Nem isso me deixou de mau-humor apos o espetaculo.

Friday, February 29

Clarice

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo. Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos. Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso. Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos. Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.

Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram. Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir. Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi. Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto. Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir. Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.Já tive crises de riso quando não podia.

Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse. Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar. Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros. Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros. Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.

Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava. Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali". Já caí inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais. Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria. Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava. Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.

Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre. Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração. Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferent. Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre.

Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes. Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.

Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!


Clarice Lispector

Wednesday, February 6

Daqui a pouco :)
Ganhamos ingressos :) :)







Local: Croke Park (capacidade para 80 mil pessoas).
Kick-Off: 19h45.
Preço: de 40 a 55.

Brasil x Irlanda

Irlanda será o primeiro adversário do Brasil em 2008

RIO - A CBF anunciou o primeiro adversário da seleção brasileira em 2008: será a seleção da Irlanda, em jogo marcado para o dia 6 de fevereiro, uma quarta-feira, no Croke Park Stadium, em Dublin.

[...]

Para a Irlanda, o jogo deve marcar o início de uma nova fase, pois a equipe não se classificou para disputar a Eurocopa de 2008, na Áustria e na Suíça - deve ficar com o terceiro lugar no Grupo em que avançaram Alemanha e República Checa.

Na história, Brasil e Irlanda se enfrentaram quatro vezes, sempre em amistosos, com duas vitórias do Brasil, um empate e uma derrota.

Fonte.

Chicago

O fofo do Vitor me surpreende a cada dia. A última foi reservar tickets pra irmos a Londres e assistir o meu musical favorito, que me deixa doida, o qual tenho as músicas decoradas e cujo filme nao canso de rever:

Nossa data: 1º de Março, 20h.
Cambridge Theatre, London.
Dez anos em cartaz.

Kelly Osborne interpretou Mamma Morton na temporada passada. Perdi :(
No entanto, terei a oportunidade de prestigiar Duncan James, como Billy Flynn.

Dados do site oficial do Cambridge Theatre
Opened:
18 November 1997

Creators:
Music by John Kander
Lyrics by Fred Ebb
Book by Fred Ebb & Bob Fosse
Directed by Walter Bobbie
Choreographed by Ann Reinking, in the style of Bob Fosse
Scenic Design by John Lee Beatty
Costume Design by William Ivey Long
Lighting Design by Ken Billington

Cast:
Bonnie Langford as Roxy Hart
Amra-Faye Wright as Velma Kelly
Duncan James as Billy Flynn
Paul Rider as Amos Hart
Brenda Edwards as Mama Morton
T Solomon as Mary Sunshine

 
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