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Wednesday, October 6

Ah, é?!

Gente, no fim de semana passado (02/10) fez um ano que voltei pra terrinha. Venho tentando me inspirar pra continuar com o blog, mas tá difícil, viu?! Tenho a impressão de que isso daqui se tornará um muro das lamentações, um poço de mau-humor ou um dicionário de xingamentos.

Mesmo assim, talvez eu deva tentar – sem muito medo. Afinal, é um cantinho meu. Talvez também essa ‘preguiça’ seja resultado do meu ingresso no mundo de tuiteiros. Não quero que meus posts se resumam a um máximo de 140 caracteres, mas que ficou mais difícil desenvolver uma ideia... ah, se ficou!

De qualquer forma, vamos aos poucos tentando retomar a coisa. Prometo visitas aos blogs favoritos e comentários para divulgar a minha ‘ressureição’. Hoje o dia está lindo por aqui. E na morada de vocês?

Ó, quero ver se logo escrevo sobre o dilema de alugar um apê por aqui. Vocês vão rir. Eu, vou rir pra não chorar.

Friday, July 9

A volta dos que não foram?

Depois de um tempo de preguiça e sem muito pra contar, acho que chegou a hora de voltar com o blog. Será que dessa vez vai?

Veremos...

Monday, November 16

Rabugentinha

Estou em falta, eu sei. Mas é que... sei lá. Entende?

Quando chego em casa, a última coisa que quero é me plantar novamente em frente ao computador. Trabalho o dia todo olhando pra tela, que muitas vezes nada me diz. Outras tantas, repete apenas o que já sei. Às vezes dou preferência à televisão, que também não me oferece nada de novo.

Prefiro, então, me atracar nos livros. Pra não parar mais. Ultimamente não tenho nem mesmo prestado atenção ao tipo de leitura que escolho pra mim. É fase. Deve ser. Mas nesses tempos, se me vierem com livros inteligentes, provavelmente passarei os olhos pelas páginas sem atenção alguma. Tenho lido muito. Muitas besteiras. Muitas linhas que me fazem rir e esquecer um pouquinho da rotina, que já me encontrou pelas bandas daqui.

Ainda me sinto perdida, mas não me peçam pra ler os jornais. Leio, mas às vezes não aguento com tanta violência, tanta mesmice, tanta coisa que me faz arrancar os cabelos de raiva. Raiva por algumas situações estarem tão avançadas, que não nos permitem acreditar que um dia tudo pode mudar pra melhor.

Nesses tempos de Brasil, me sinto só e incompreendida. Não me encaixo em nada, com ninguém. Acho tudo sem graça, tudo caro, tudo bobo, tudo chato, tudo imprestável, todo o oposto de mim. Não vou repetir o mesmo discurso de sempre, não quero ser comparada aos noticiários, que mostram sempre a mesma babaquice.

Como já disse aqui no blog, 'preciso trabalhar em mim'. Sei que é questão de tempo e paciência. Mas no momento, até as chuvas noturnas me irritam. Será que não pode haver chuva sem trovejar? Morro de medo dos trovões, como vocês já sabem. Será que o sol nunca aparece sem com ele trazer esse calor que nos tira o foco?

Será que algum dia vou parar de sentir saudades de Dublin? Das amizades de lá? Da minha rotina de lá? Será que algum dia vou deixar de ser rabugenta por aqui? Em Dublin via tudo com olhos maravilhados. Nunca reclamava. Aqui me tornei algo que não gosto de ser, algo que julgo nos outros, algo que não deveria: sou birrenta. Sou chata, reclamo mesmo sem motivo, choro quase todos os dias, sou manteiga derretida e minha força toda parece que não entrou comigo no voo de outubro.

Eu sou boazinha. E quero ser boazinha em todos os lugares. Mas também quero ser feliz em todos os lugares. Espero um dia estar realizada em todos os sentidos, não apenas no quesito:
( x )estar próxima de meus familiares.




Crédito da Imagem.

Friday, October 23

Estranhezas brasileiras

Ai, eu seeeeei.
Demorei pra vir e confesso que morro de saudades de me manter propriamente atualizada nos blogs de cada um de vocês, mas a situação ultimamente não me permite tal luxo. A correria aqui continua e fica ainda pior quando a elemente aqui já tem um emprego e insiste em correr atrás de outro mesmo assim.

De qualquer forma, esmaguei meus compromissos pra poder aparecer por aqui e registrar alguns momentos dos últimos dias. Acredito que o pessoal que passou um tempo fora e retornou ao Brasil deve sentir mais ou menos como eu esses dias.


Não tem como ignorar as seguintes estranhezas:

. os preços das coisas no Brasil
Genteee, o que é isso? Sempre foi assim e eu mudei meus conceitos ou ficou caro desse jeito enquanto eu estava fora? Achar um xarope pra tosse barato quando o mesmo custa 10 reais é absurdo pra mim. Em Dublin, uma das cidades mais caras da Europa, um xarope custa menos de 3 euros. Mesmo convertendo, no Brasil ainda é caro.

. o povo falando português
Ainda acho estranho escutar nossa língua o tempo inteiro. Às vezes estou num restaurante ou na rua e QUASE chego a comentar: "olha, um brasileiro!" Duh.

. um estabelecimento que abre às 10h e fecha aos sábados ao meio-dia
O povo que trabalha a semana inteira faz compras quando? Na hora do almoço? Tem que pedir folga e usar o banco de horas?

. as filas pra TUDO
Por favor, até na farmácia tem fila! Pra entrar no shopping, pra comprar calzone, pra usar o orelhão, pra chegar em casa, pra comprar pão, pra apostar na mega-sena, pra pagar conta, pra reclamar do produto com defeito, pra dar parabéns pra alguém, pra cumprimentar a noiva, pra estacionar, pra abastecer... sem falar nos bancos.

. por falar em bancos... as GREVES
Acho que a gente adora greve. Não tá feliz, sai. Procura outra coisa. Faz um esquema pra receber seguro desemprego e vaza. Tanta gente querendo trabalhar e o povo fazendo doce. Por favor!

. a nova reforma ortográfica
Sei que isso é passado já, mas eu tô sentindo os efeitos colaterais só agora. Trema... cadê? Hífen... cadê? Dobrar consoantes, não acentuar 'ideia'. Tudo muito estranho pra mim.

. estar por fora de tudo
Tem tanta coisa diferente que dia me sinto a velha que não se atualiza, dia me sinto a que veio do Nordeste pra Santa Catarina. As coisas realmente mudam bastante. A gente é que não vê. Tô penando pra me atualizar em relação à praticamente tudo. Juliana do BBB? Quem é essa? Revista Kzuka? Os 80 anos da Fernanda Montenegro? Gugu na Record? Ratinho onde mesmo? Profissão Repórter? Ai...

. a violência
Mas isso sempre me impressionou demais.






Crédito da Imagem.

Tuesday, October 6

Vida musical

Gente, eu tenho problemas. Problemas sérios. Coloquei meus pés de volta na terrinha há quatro dias. Todo mundo que retorna, ainda mais depois de alguns anos fora, gosta de ficar de férias e curtir a família antes de se empolgar pra conseguir um emprego e encarar a vida (sur)real.

Eu não.

Como disse: problemática. Algo não bate bem, faltou preguiça quando meus pais me fabricaram, ou sobrou agitação e ansiedade. Não sei bem, mas algo tem de muito estranho comigo. No meu segundo dia ainda estava imaginando se isso tudo é mesmo real, se eu viajei mesmo da Irlanda pra cá, se meu vôo atrasou em Guarulhos, se fiz mesmo a surpresa pros meus pais. No terceiro dia em terras brasileiras, já estava procurando o que fazer.

Por onde começar? Com quem falar? Quais os contatos quentes do jornalismo florianopolitano? Meu currículo tá legal? Será que envio tudo isso por email ou arrisco os correios?

E a greve dos bancos, minha gente? Me desacostumei com isso tudo. E o preço de uma meia-calça? Quase caí pra trás quando a atendente cobrou mais de DEZESSETE reais da minha irmã por uma meia-calça simplona, cor-da-pele, nada-demais.

Fui presenteada com um tempinho nublado, muito obrigada! Nem precisa me conhecer muito pra saber que o calor não me agrada. Hoje já fui meio grossa com minha mãe por ela ter me feito uma pergunta e ter me interrompido enquanto eu respondia a mesma. Hoje já vi meus pais e minha irmã discutirem por coisas simples. E também me irritei com uns trejeitos de alguém.

Aqui tá tudo mesmo igual. Após três anos e meio... tudo igual. Umas rugas a mais em alguns, uns fios de cabelo branco em outros, umas barriguinhas salientes, algumas amigas grávidas, outras na mesma, outras das quais não me lembro mais o nome. Mas igual.

Fiquei, portanto, com um sentimento estranho em relação a um recomeço. E todas aquelas perguntas começaram a me assombrar novamente. Como vai ser? E o emprego? O salário? Meu relacionamento com meus pais, com os pais do Vi, com meus amigos. E as novas amizades? Minhas dívidas? Um carro?

Esse sentimento estranho que me faz escutar cada música e prestar atenção na letra e me emocionar talvez sem motivo. Será o Brasil mais dramático? Quais os motivos por me sentir dessa maneira? Serão os sentimentos ainda à flor da pele? Vai passar? Será saudade? Será alegria por estar rodeada de pessoas que me amam e querem bem? Será nostalgia? Será decepção, tristeza, incompreensão?

O que será, afinal? Será o Português que me deixa assim, sem saber me expressar direito? Não sei bem. Espero logo vir e ter respostas para todos os questionamentos, mesmo os mais bobos.

A vontade de chorar é constante. Se por alegria ou preocupação, não sei. Benditas letras das músicas que dizem exatamente o que sentimos, e benditas as melodias que nos tocam lá no fundo.







Crédito da Imagem.


Friday, September 25

Ultimos dias

Falta menos de uma semana pro retorno ao Brasil. A viagem dos ultimos dias me deixou mais otimista e confiante e, se tudo correr bem, devo continuar com esse sentimento pulsando o tempo inteiro.

A viagem foi otima por diversos motivos, mas acredito que o mais marcante deles foi o fato de perceber que, mesmo quando estamos longe, a vida de todo mundo continua. Antes de ir, talvez por pensar demais no assunto, minha rotina estava o maior dramalhao mexicano. Era pensar na minha volta, que meu coracao acelerava, momentos nostalgicos surgiam e ate um pouco de pessimismo invadia meu coracao.

As tres semanas fora da Irlanda serviram pra que eu percebesse que, se nao fosse eu indo embora agora, seriam outros. E mesmo assim eu teria que dizer adeus, sentir falta dos amigos que fiz e tentar me acostumar com a ausencia deles. Mesmo ficando, teria que me adaptar com a falta de pessoas queridas e teria que encarar novamente o vento incessante do inverno daqui, e teria que conviver com brasileiros que chegam diariamente, mas que nao fazem parte do meu circulo social, teria que me virar nos 30 pra turbinar a rotina e nao cair no tedio.

Os 21 dias pros lados do Leste Europeu me ajudaram dessa forma. Me mostraram que a vida e', sim, um ciclo. E que a gente precisa rodar com isso tudo, pra nao parar no tempo. Minha hora de retornar chegou, depois de tres anos e meio. Nao tenho duvidas de que sentirei uma falta danada de diversas coisas dessa terra fria que aprendi a amar. Marquei a despedida pra sabado, e sei que lagrimas cairao do meu rosto, mesmo que eu tente nao fazer com que os outros percebam. Mas ainda terei alguns dias da proxima semana pra curtir os amigos mais chegados, pra tirar mais algumas fotos, ir a alguns teatros, ser um pouco turista e me despedir com calma dessa terra dona de pessoas alegres e compreensivas.

Ate' minha partida, farei tudo o que desejo. Visitarei aqueles que nao vejo ha' tempos, andarei pela cidade sem rumo e sem tempo pra voltar pra casa, jantarei com amigos dos quais sei que sentirei falta na minha rotina, irei a pecas teatrais, tomarei pints de Guinness e deixarei que a Irlanda tome conta de mim pela ultima vez, pois quero guardar comigo esse sentimento indescritivel pra sempre. Quero transformar tudo isso em fe' e esperanca, pra que tudo o que de certo aqui, continue dando certo no Brasil ou sabe-se la' pra onde o destino me levar no futuro proximo.






Credito da Imagem.



Tuesday, September 22

Update

Eitaaaa! E nao e' que eu senti falta desse cantinho mesmo? Tambem senti saudades de acompanhar as aventuras de voces nos respectivos blogs.

Passo agora pra dizer: estoy viva! e pra prometer que logo venho e posto algo decente. Viajar e' bom demais. Quero patrocinio pra fazer isso a vida inteira e fazer das experiencias relatos a serem lidos por todos os interessados :)

Voltarei logo, entre uma correria e outra por aqui, em clima de despedida. Espero conseguir comentar nos blogs favoritos o quanto antes. Que saudade doida!


 
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