Wednesday, March 29

Sobre a família

Informações importantes [ pelo menos para as duas primeiras semanas em Dublin ]:
[1] Nossa host family mora longe, bemmm longe da escola e do centro da cidade.
[2] Nossa host family deve sair de casa o tempo todo, pois o telefone cansa de chamar e depois cai na secretária eletrônica.
[3] Nossa host family terá o nome preservado (por nossa opção. Internet atualmente pode ajudar, mas também atrapalhar muito!), mas sabemos que começa com "Mc". E não... não é McDonald!
[4] Se algum dia conseguirmos contato, provavelmente iremos partilhar por aqui. No momento, não é possível.
Deixe seu recado após o bip.

No mínimo estranho!

Faltam quatro dias, mas a ficha ainda não caiu direito. Não pelos preparativos não terem começado, nem pela família não comentar e perguntar o tempo todo. Pois isso eles fazem. Ah, se fazem. Normal. Curiosidade, preocupação, busca por certezas. Mas acho que ainda não caí na real simplesmente porque não quis. Por que, quando acontecer, provavelmente vai ser um sentimento muito estranho. No mínimo.
Faltam quatro dias e eu nem sequer pensei na possibilidade de fazer uma pré-seleção das roupas ou dos calçados pra levar. A despedida já foi feita. Na sexta-feira passada, em Floripa, com pessoas muito especiais. Foi tudo de bom. Aproveito o momento de inspiração pra agradecer todos os que compareceram e nos apoiaram e desejaram coisas boas e enviaram energias positivas - muito embora a maioria não deva ler este blog.
Continuando... a despedida já aconteceu. Pelo menos dos amigos. A da família venho adiando. Ontem fui na minha tia pra me despedir. Jura. Claro que não aconteceu. Fiquei de voltar mais em cima da hora. Talvez pra ficar um momento mais oficial.
Talvez pra fugir da saudade pelo menos por dois ou três dias. Talvez porque, simplesmente, seja difícil falar "tchau", dar aquele abraço apertado, escutar palavras verdadeiras, dizer que vai manter contato sempre que possível e perceber que aquela pessoa realmente te deseja tudo de bom.
Talvez por isso minhas roupas ainda estejam no armário, algumas palavras ainda não tenham sido ditas, alguns gestos não tenham se concretizado. Talvez por isso ainda não saí de casa pra comprar as coisinhas que faltam, pra autenticar documentos, pra tirar cópia do que for necessário. Talvez eu esteja apenas esperando pelo momento certo.
Faltam quatro dias. Não sei quando a ficha vai finalmente cair. Sei apenas que o momento está bem próximo e deve acontecer logo logo.

Sunday, March 19

Mapa da cidade

Tá mais do que na hora de colocar um mapa de Dublin por aqui, certo? Para conhecimento, vale dizer que a cidade é dividida por áreas representadas por números. Os pares ficam ao sul do Rio Liffey, enquanto os ímpares ficam ao norte. Segue abaixo o link direto para o mapa, que mostra todas essas regiões, devidamente divididas por cores.

Faltam 15 dias e muitaaaaa coisa pra arrumar ainda.

Tuesday, March 14

Registro

Faltam 19 dias.
A fase da deprê passou.
Pelo menos por enquanto.
Estou animadíssima. Um pouco preocupada, claro. Mesmo porque isso é meio difícil de deixar escapar. Mas bem menos que no início.
Saí do emprego, metade das coisas já foram retiradas do apartamento.
Faltam algumas burocracias, reuniões, malas, caixas para levar.
E 19 dias. Passando mais rápido do que eu imaginava.

Wednesday, February 22

Pequenas coisas...

Quanto mais a viagem se aproxima, mais percebo valorizar as pequenas coisas, como há tempos não fazia. Aliás, sempre tentei dar máxima importância aos acontecimentos simples. E sempre tive um retorno bastante satisfatório em relação a isso. Agora, com viagem marcada, passo a me importar ainda mais. Desde comer um sushi, até andar descalça na areia da praia. Gasto meu dinheiro com mais prazer. No final, não é gasto. É investimento. Ao mesmo tempo, deixo de comprar alguns apetrechos que sei que serão abandonados por aqui, pois não poderei levá-los comigo. Tenho direito a duas malas, com 20 quilos cada uma. Parece muito. Mas para quem vai passar no mínimo seis meses longe - muito longe - de casa, é quase que insuficiente. Ainda mais tendo de levar roupas pesadas, grossas, que protejam do frio e da chuva.

O Vitor, meu namorado tão compreensivo, companheiro e amigo para todas as horas, carrega consigo a santa e divina paciência. Tenho pequenos surtos vez ou outra. Sobra para ele, claro. Ou melhor, para os ouvidos dele, que me agüentam falando das escolhas que temos que fazer, do que levar, do que abandonar, da saudade, do risco, da insegurança e do medo. Os dias a mais no mês, são dias a menos para o embarque. E aos poucos vamos tentando aproveitar ao máximo as coisas que sempre tivemos ao alcance, mas que nem sempre demos o devido valor.

Falta pouco mais de um mês. De tudo o que terei de encaixotar para a mudança, desocupei apenas as prateleiras de livros. Algo me diz que, se fizer aos poucos, será mais fácil. Mas olhar para a estante vazia é somente o começo de todo um processo, no qual terei que, cedo ou tarde, deixar para trás objetos, pessoas e lugares dos quais gosto demais. É por uma conquista, por aprendizados, por amadurecimento. E é temporário.
Se não fosse agora, não seria mais.

Friday, February 10

Curiosidades e Dicas...

Encontramos alguns sites com depoimentos curiosos sobre Dublin e gostaríamos muito de partilhá-los com os leitores do blog. Estou bastante curiosa para comprovar (ou não) essas afirmações e, com o tempo, fazer minhas próprias observações em relação a locais, pessoas, compras, preços, dicas...

Todas as informações abaixo tiveram como base os seguintes sites:
O Viajante

E senta direitinho aí porque tem bastante coisa!
Curiosidades e Dicas...
* Do aeroporto ao centro = o aeroporto fica a mais ou menos meia hora do centro. A dica é pegar o AirLink até a rodoviária e pegar o ônibus 41 até o centro (mais barato, mas demorado). Tenha moedas quando trocar seus dolares, pois os coletivos não dão troco.

* Burocracia da chegada = você pagou o curso no Brasil, certo? Já se livrou de um passo. Depois disso e quando já estiver em Dublin (sim, porque daqui pra frente tudo é feito lá), você deverá providenciar a abertura de uma conta bancária para depositar o dinheiro que trouxer do Brasil (mínimo de 1.000 euros). Então, vamos aos poucos:
1 Abrir a conta no banco e depositar o dinheiro que trouxe. Pegar o extrato para apresentar na imigração quando for pedir o visto de permanência no país.
2 Pedir uma carta para a escola, que comprove que você está estudando full-time, com data de início e término do curso.
3 Caso não tenha nenhum contrato, pedir um comprovante de residência para o responsável pelo local onde está hospedado.
4 Ir até o GNIB (Garda National Bureau of Imigration), que fica na Eden Quay, perto da O'Connell Brigde. É lá que você irá solicitar o visto de estudo e trabalho (porque quando chega em Dublin e é aprovado na imigração, eles te dão somente o visto de estudos).
5 Quando for ao GNIB, leve os seguintes documentos: a) passaporte; b) carta da escola; c) extrato da conta; d) comprovante de residência; e) passagem de volta.
6 Depois de fazer tudo o que foi citado acima, é preciso ir até o Wellfare Social Office da região em que mora e pedir o PPS number (Personal Public Service Number). O PPS é o número de cadastro para pagamento de impostos, pedido pela maioria dos empregadores. Muito difícil conseguir algum emprego sem ele. Isso demora de três a 20 dias pra chegar.
7 Um número de celular local é sempre bom, para que você possa atualizar seu currículo com um telefone de lá. Para quem usa celulares com a tecnologia GSM fica mais fácil. Leve o aparelho e compre um chip.

* Acomodação = quanto mais perto do centro, mais caro. Uma dica aos que preferem procurar acomodação com mais calma, é ficar no Jacob's Inn, um albergue perto da rodoviária. Lá, você paga cerca de 60 euros por semana, o que é considerado barato para os padrões irlandeses. Telefone: 00 353 1 855.5660. Dêem uma olhada na seção de links ao lado, onde coloquei algumas indicações de sites que podem ajudar na procura por acomodação. O jornal Evening Herald normalmente possui bons classificados. Isaac Hostel = de acordo com a fonte citada anteriormente, a estrutura é boa, fica perto da rodoviária mas (sempre tem um "mas") os responsáveis são um pouco grossos e dinheiristas. Sugestão = Abbey Hostel, na O'Connell Bridge, 29 - Bachelors Walk. Bem localizado, em frente ao rio Liffey.

* Locomoção = o ticket semanal para estudantes custa 15,50 euros. A cidade é plana e com boas ciclovias, o que torna as bicicletas ótimas opções de transporte. Uma bike usada, em boas condições, custa entre 40 e 70 euros.

* Alimentação = sem regalias, prepare-se para gastar de 10 a 20 euros por semana. O autor dos depoimentos sugere os supermercados Tesco, Audi e Lidl. O Lidl (www.lidl.ie) é um paraíso, com gêneros alimentícios variados e com preços acessíveis. Lanchar na rua não sai por menos de 2 euros por refeição. Dica: só compre em Spars e Centras em caso de muita necessidade (não sei o motivo disso, mas ele deve ter alguma boa razão). O mercado de chocolates é inteiramente dominado pela Cadbury. Para os que não abandonam o Nescau, a sugestão é o Cola Cao, de uma fabricante espanhola, ou o Nesquik, já conhecido nosso. O único biscoito recheado é o Oreo, importado da Espanha.

* Pontos turísticos
a) Trinity College: Universidade que fica no centro e abriga o Dublin Experience - apresentação multimídia da história do país, desde os Vikings até os dias de hoje - além de uma bela biblioteca. Fica ao lado do parque St. Stephen's Green, a melhor opção para quem quer paz e silêncio.
b) Phoenix Park: maior parque urbano do mundo.
c) vá até a Moore Street, onde fazem a feirinha dos estrangeiros.
d) The Kitchen: boate do Bono Vox, com muita música eletrônica.
e) Restaurante Tosca: é do irmão do Bono Vox.
f) Fora de temporada, Bono costuma ser visto passeando e tomando cerveja na região central de Dublin.
g) Bono mora no extremo leste da cidade. No portão de bronze, pode-se avistar trechos de Dante Alighieri.
* Pubs
a) Pub Arlington Hotel: com música tradicional irlandesa, abre diariamente às 21h.
b) Pub Mezz: reggae ao vivo, às quartas-feiras.
c) Outros: Whelan's e Phantasm (rock), Brussels (hard rock), Odeon e 4 Dame Lane (lounge, dance) e Fitzsimon's ou Turk's Head (pop).

* Ligações = ao ligar pro Brasil, a melhor pedida é comprar um cartão Europa ou Globbal Caller em qualquer lojinha e ligar de um telefone que não seja público.

* Internet = o melhor lugar para acessar a Internet é a O’Connell Street, rua principal de Dublin, onde se paga de 2 a 4 dólares por hora.

Friday, February 3

As perguntas que não querem calar

Com essa espera, a gente muitas vezes se pega pensando em coisas pra levar, o que não podemos esquecer de jeito nenhum, as dúvidas que precisamos tirar, os check-ups pra fazer, os encontros pra realizar antes de partir. Eu e o Vi temos inúmeros questionamentos que, acredito eu, só serão esclarecidos quando estivermos por lá. Por mais que a gente tente absorver o máximo de informações antes da viagem, é praticamente impossível conseguir lembrar de tudo ou, se preferir, não esquecer de nada.

Para relaxar um pouco e deixar o clima de ansiedade de lado por alguns instantes, coloco abaixo algumas perguntas que não querem calar. Fontes: cabeças malucas do Vi e da Jana.

1. O que faremos durante as sete horas de espera no aeroporto?
2. Como será o primeiro contato com a família?
3. Temos que levar roupas de cama, toalhas e edredons? Porque, honestamente, ocupam um espaço fenomenal na mala e, nesse caso, qualquer milímetro é válido.
4. Lavar roupa lá... só na lavanderia?
5. Por que não tem nenhum banco brasileiro em Dublin?
6. Como eu faço pra enviar o dinheiro pro Brasil se não há operações legais disponíveis?
7. Será que eu nunca mais vou usar sandália na vida? (As mulheres me entendem, tenho certeza >> 1º O frio 2º O fato de ter que andar pra cima e pra baixo o dia inteiro).
8. Será que quando voltarmos tudo vai estar muito diferente?
9. Quem vai sempre lembrar da gente e quem vai esquecernos 10 dias depois do embarque? Porque tem muita gente que perde contato e esquece, certo?
10. Com o que será que vamos trabalhar por lá?
11. Por quanto tempo teremos que perambular distribuindo currículos até sermos empregados em algum lugar que valha a pena?
12. Quanto vamos receber por hora?
13. Será que vou conseguir falar inglês o tempo todo?
14. Será que existe algum curso de comunicação que valha?
15. Será que a escola é legal? Ou o curso é como os cursinhos de inglês daqui?
16. Em que bairro vamos morar?
17. Como ficar sem ir no salão pra fazer cabelo e unhas? Vou virar um bichinho feio?
18. O que vai acontecer com meus livros e CDs depois de um ano fora? Aposto que cada um vai estar num canto diferente e não vou conseguir recuperar a metade deles.
19. Será que vamos ver neve?
20. Será que vou engordar?

E a saga continua... as perguntas não páram de invadir as mentes inquietas. Mas é tudo parte do pacote, certo? Espero poder retornar aqui e responder todas elas assim que possível.

Wednesday, February 1

Informações aos viajantes

Apesar de faltarem dois meses para a viagem e da ansiedade crescente, não há novidades para acrescentar aqui. O nervosismo do início já passou e acredito que deva voltar apenas em cima da hora. Provavelmente depois do estalo que colocará tudo em dúvida, despertará a insegurança e a saudade antecipada.
O "Joe" faz muita falta. E como! Mas aos poucos vamos nos acostumando sem esse conforto. Agora falta apenas pagar o restante do valor do curso e esperar que encontrem uma família legal, com a qual passaremos no mínimo duas semanas.

Enquanto as novidades não aparecem, e acredito que vão somente aparecer muito perto do dia do embarque, coloco aqui uma notícia publicada hoje na UOL. É sobre um novo programa que irá abordar temas relacionados aos imigrantes brasileiros. Estou curiosa!

Globo estréia programa para imigrantes brasileiros
A Globo estréia em fevereiro, no canal internacional da emissora, o programa Cidadão Global. A atração tem o objetivo de prestar serviço ao imigrante brasileiro.

Assim, aqueles que estiverem longe das terras tupiniquins terão acesso a boletins, de um minuto cada, com informações sobre renovação de passaporte, pagamento de imposto de renda, transferência do título de eleitor, serviço militar obrigatório, retirada de certidão de nascimento etc.

A apresentação fica por conta da jornalista Patrícia Poeta e a consultoria por André Veras Guimarães, do Ministério das Relações Exteriores. Atualmente, 1,9 milhões de assinantes ao redor do mundo assistem ao canal Globo Internacional.

Fonte: UOL.

Thursday, January 12

O bom e "velho" Joe

Apesar de ainda termos dois meses e meio pela frente, as coisas já começam a mudar agora. É um sentimento bastante estranho, quase que indescritível. Há cinco anos, quando comecei a pensar que deveria deixar o Brasil temporariamente para adquirir experiências em outros lugares, jamais imaginei que fosse passar por momentos assim. Sempre pensei no quanto seria gratificante, maravilhoso e válido sair do país. Só.

Penso nisso ainda. Quase que o tempo todo. A diferença é que agora que temos uma data definida, os sentimentos brigam por espaço. É um atrás do outro. Um bom, um ruim. Esperança e felicidade, com angústia e saudade antecipada. Curiosidade com ansiedade, coragem com medo, coração aliviado por ter finalmente subido o primeiro degrau, com batidas aceleradas por esse mesmo motivo.

Ontem meu pai levou o carro para vender. Meu companheiro de dois anos. O "Joe", como Vitor e eu costumávamos dizer. O celtinha preto, com alguns arranhões, que nos ajudou com passeios divertidos, subiu morros melhor que qualquer 1.6, teve o vidro do carona quebrado, o alarme trocado, o porta-luvas quase não fechando com tanto CD, aquele calor insuportável, as direção dura, o cheiro do ovo que quebraram nele depois de uma noite fora da garagem, a última revisão que custou uma fortuna.

Quem lê deve até achar que sou materialista demais, dramática demais, boba demais. Posso até ser. Mas é o que sinto agora. São tantas mudanças repentinas, que não sei direito como lidar com elas. Questão de costume, provavelmente. Voltar a pedir caronas pra festas, praias, finais de semana. Voltar a ficar mais atenta aos horários dos ônibus, pois uma vez perdidos, não há válvula de escape.

"Vai valer a pena". É o que todos dizem. E disso eu tenho certeza. Mas são coisas das quais você precisa abrir mão para poder realizar um outro sonho. Coisas materiais, coisas pequenas, mas que significaram muito.

Wednesday, January 11

E olha que não é mentira!

Estou com mil coisas passando pela cabeça e não posso deixar de publicar aqui, pra ler daqui a alguns anos, relembrar e rir pra caramba. Mas agora não é hora. Tenho apenas alguns instantes antes de voltar a trabalhar de novo. Por isso, atualizo hoje só para registrar alguns detalhes já definidos sobre a viagem.

Embarque: 1º de abril / 2006 (e olha, não é mentira!)
Passagem aérea: R$ 2.626,00 (ida e volta, Floripa-Guarulhos-Milão-Dublin)
Chegada em Dublin: 14h do dia 2 de abril de 2006
Escola: English in Dublin
Taxa de matrícula: U$S 450,00 (R$ 1080,00 pagos à vista)
Início na escola: 3 de abril, segunda-feira.
Quanto falta: 80 dias.
Sentimentos: todos os possíveis, bons e ruins. Ansiedade, apreensão. Curiosidade, aperto do coração, felicidade, consciência pesada, saudade, coragem, medo, esperança, saudade, saudade, saudade e mais um pouquinho de medo e receio e ansiedade e apreensão. Mas isso tudo eu vou descrever num próximo post, com mais calma.
 
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